
A Terra é dividida em 24 fusos horários.
Brasil hoje apresenta 3 fusos, além do horário de verão, definido por questões políticas e territoriais.
O planeta leva aproximadamente 24 horas (23 horas, 56 minutos e 4 segundos) para realizar a rotação. O cálculo foi elaborado a partir da divisão da elipsoide da Terra (que é uma circunferência de 360°) por 24 horas. Isso significa que cada 15º de amplitude no mapa equivalem a uma hora.
Divisão internacional de fuso horário (Foto: Reprodução)
O marco inicial é o Meridiano de Greenwich (linha imaginária que secciona a Terra de um polo a outro, como se dividíssemos uma laranja em gomos), conforme se desloca para leste ou oeste deste meridiano, os fusos são alterados. Partindo do princípio de que a “Terra gira de oeste para leste”, os fusos a leste de Greenwich têm as horas adiantadas. Já os fusos situados a oeste têm as horas atrasadas em relação à hora de Greenwich.
É importante destacar que o intervalo de tempo considerado por um país como igual para um determinado fuso, refere-se a uma zona demarcada politicamente por uma nação. Assim, a hora legal ou oficial pode variar de um país para outro, ou mesmo, dentro do próprio território que o delimita.
Já a hora local é aquela referida a um meridiano local específico. Esse horário é determinado de forma que, quando o sol estiver exatamente sobre o meridiano escolhido, ao “meio-dia”, ajustam-se os relógios para marcarem 12 horas. Pode-se dizer, assim, que cada ponto localizado sobre a superfície terrestre possui uma hora diferente de qualquer outro situado em um meridiano que não fora o escolhido inicialmente como padrão.
Divisão de acordo com a política nacional de territórios (Foto: Reprodução)
O Brasil apresenta uma grande extensão territorial no sentido leste-oeste, com isso, de acordo com a divisão padrão na formulação de fusos horários, o país estaria com quatro fusos diferentes e, durante muitos anos, foi utilizada essa forma.
Entretanto, em 2008, foi aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma lei (11602/2008) proposta pelo Senador Tião Viana (PT-AC) para reduzir um fuso horário na Região Norte. Neste sentido, o extremo oeste do território brasileiro (localizado a -75º Oeste do Meridiano de Greenwich) teve seu horário reduzido em uma hora, estabelecendo o mesmo horário do fuso de 60°, como o maior parte da região.
Essa medida teve como principal objetivo adequar os horários dos programas televisivos exibidos em rede nacional, levando-se em consideração a faixa etária da população. Há países que também fizeram alterações em seus fusos horários, a China, por exemplo, é a terceira maior extensão territorial do mundo e, mesmo assim, convencionou seu território com apenas um fuso horário, ou seja, em qualquer parte que estiver no território chinês o horário será o mesmo.
Segundo a lei nº 11.662, de 24 de abril de 2008, a partir de zero hora de 24 de junho de 2008 passaram a vigorar no Brasil três fusos horários, em oposição aos quatro fusos horários que utilizaram antes. Para alguns críticos, os principais interessados nessa alteração são: a mídia (como emissoras de televisão, o rádio, etc), com a classificação indicativa dos programas. Em contrapartida, a maioria dos acreanos (56,77%) decidiu, em referendo em Outubro de 2008, a volta ao fuso horário antigo, mas sem sucesso.
O horário de verão é outra alteração largamente utilizada, também conhecida como horário de aproveitamento da luz diurna, adotado há bastante tempo em diversos países – nos Estados Unidos, por exemplo, foi adotado durante a Primeira Guerra Mundial. Essa forma de interferir nos horários ditos “normais” trata do melhor aproveitamento da luz solar no período de verão, pelo simples adiantamento, normalmente de uma hora, o que possibilita uma redução significativa no consumo de energia elétrica.
No Brasil, a incorporação do horário de verão depende do governo local, os estados que estão mais próximos da linha do Equador tendem a não incorporação desse horário, que adianta a hora local em uma hora, pois a variação solar nessa “região” é muito menor do que em locais com latitudes maiores, onde a luz do sol pode ser aproveitada por mais tempo.
Infográfico sobre horário de verão no Brasil (Foto: G1)
Os fusos horários estão referidos ao Meridiano de Greenwich ou Meridiano Internacional de Origem (meridiano que passa sobre o antigo Observatório Real de Greenwich, em um subúrbio a leste de Londres), cuja longitude é de zero grau, e ao seu antimeridiano, a 180° deste, sobre o qual se localiza a Linha Internacional de Mudança de Data ou, simplesmente, Linha Internacional de Data.
Esquema com fusos horários e a Linha de Mudança de Data (Foto: Reprodução/Colégio Qi)
O Meridiano de 180º (oposto ao de Greenwich) é denominado Meridiano Internacional de Mudança de Data, traçado no meio do Oceano Pacífico para fixar a troca de data. Nas vizinhanças desse meridiano, tanto a leste como a oeste, a hora civil é a mesma, mas a leste a data é um dia mais tarde do que a oeste. Isso é fácil de verificar a partir de um círculo dividido em 24 setores iguais, subentendendo 15º de circunferência cada um (para representar os fusos).
Os fusos horários são numerados de 1 a 12, a partir do meridiano de origem, com sinal positivo para leste, quando as horas estão adiantadas em relação à origem, e sinal negativo para oeste, quando as horas estão atrasadas em relação a ela.
Como cada um dos 24 fusos (ou 24 meridianos) possui amplitude de 15°, tem-se que, por exemplo, o primeiro fuso de 0° de longitude, sobre o meridiano de Greenwich, terá 7°30` (metade de 15º) na direção leste e 7°30` na direção oeste. Sendo assim, sempre se deverá considerar, para efeito de cálculo de horas, essa amplitude de 7°30` para cada lado do meridiano considerado.
Usando um exemplo prático, ao viajarmos para leste, devemos adicionar 1 hora ao relógio por cada zona de tempo padrão; já para oeste, devemos subtrair uma hora a cada zona de tempo padrão (a cada 15º).